CIE Brasil traz ao país maior e mais completa exposição já realizada no mundo sobre Leonardo da Vinci


Endereço:
Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 411 - Bela Vista - São Paulo

Mostra reúne mais de 150 peças que contemplam a grande parte das áreas de estudo e trabalho do artista italiano, na Oca, em São Paulo
A mostra chega ao país num formato inédito. É a mais abrangente já concebida para viajar pelo mundo em relação às exposições anteriores sobre Da Vinci, que normalmente focam um segmento particular de sua trajetória. Reúne mais de 150 peças inspiradas no legado davinciano e contempla sua diversidade como pintor, filósofo, cientista, arquiteto, engenheiro, anatomista e inventor. Por isso, é considerado um dos maiores gênios que o mundo já conheceu e certamente, um nome referência da Renascença Italiana.

A origem da mostra - Desde a metade da década de 50, famílias de artesãos italianos têm estudado os códigos e desenvolvido os modelos idealizados por Da Vinci. As primeiras peças foram encaminhadas para Vinci, cidade de origem do artista, e ao Museu de Milão - onde ainda se encontram em exposição. Nos anos 90, um pequeno acervo destas máquinas foi preparado para itinerar por cidades européias como Florença, Veneza, Berlim, Viena, Varsóvia e Atenas. Apesar do formato reduzido, as exposições obtiveram um retorno bem-sucedido, variando entre 50 mil e 100 mil visitas por mês.
Até 2005, porém, nenhum país asiático ou de língua inglesa havia sediado uma destas exposições - e ainda não havia um planejamento para compilar estes acervos num conjunto mais completo a respeito do trabalho de Leonardo da Vinci, sob o mesmo teto.  Em maio de 2006, a Anthropos Foundation e a RYP Australia estabeleceram uma parceria para realizar este conceito, que originou a mostra atual.
Antes de chegar ao Brasil, partes deste acervo obtiveram expressivos números de visitação em Roma, na sede da Anthropos Foundation (mais de 600 mil visitantes no último verão europeu) e Moscou (500 mil visitantes durante os três meses em cartaz).

Autenticidade - A mostra contempla a essência criativa de Leonardo da Vinci (1452-1519), em todas as facetas de seu legado. Dada a restrita quantidade de originais existentes e a rígida legislação que restringe a circulação destes, a proposta é buscar a autenticidade plena na reconstrução este universo, numa abordagem extremamente detalhada. Para tanto, todos os trabalhos foram concebidos em solo italiano, por um grupo de artesãos e especialistas europeus coordenados por Modesto Veccia, presidente da Anthropos Foundation e referência mundial na pesquisa sobre Da Vinci e Bruce Peterson, co-fundador e diretor-executivo da RYP Australia Major Projects. 

Na montagem das máquinas, por exemplo, em todas as ocasiões possíveis, foram utilizado materiais e técnicas do século XV, buscando um resultado semelhante ao que Da Vinci teria obtido à época. Vale ressaltar que metade delas sequer chegou a sair do papel - são conhecidos apenas os projetos e rascunhos originais, além de maquetes produzidas por outros pesquisadores.

Obras de arte foram reproduzidas em tamanho original, assinadas pelos mais reconhecidos artistas da região de Florença, enquanto os códigos, estudos de Anatomia e os desenhos da Batalha de Anghiari ganham réplicas ampliadas para uma melhor visualização. Fundamentais na trajetória de Da Vinci, o "Homem Vitruviano", o princípio da Proporção Divina e a criação da "Última Ceia" são recriados em 3D, com recursos tecnológicos de última geração para proporcionar ao público uma experiência totalmente interativa.

A exposição - "Leonardo da Vinci - A Exibição de um gênio" está dividida em treze segmentos: "Estudos Anatômicos", "Arte da Guerra", "Máquinas Civis", "Códices", "O pai da aviação", "Máquinas Hidráulicas e Aquáticas", "Instrumentos Musicais e Ópticos", "Estudos sobre Física e Mecânica", "A arte da Renascença", "O Homem Vitruviano", "Desenhos da batalha de Anghiari", "Documentário" e "Vídeos em 2D e 3D sobre o Homem Vitruviano e a Última Ceia"
Com 75 máquinas e reproduções em grande escala, os segmentos "Estudo sobre a Física e Mecânica", "Máquinas Civis", "A Arte da Guerra", "Máquinas Hidráulicas e Aquáticas", "Pai da Aviação" e "Instrumentos musicais e Ópticos" demonstram a habilidade com que Da Vinci relacionava os conceitos da mecânica ao funcionamento do corpo humano, como um conjunto verdadeiramente harmonizado.
Volantes, sistemas de rolamentos de esferas e molas espirais dividem o espaço com maquetes e modelos em escala original para itens como a bicicleta, o elevador, escavadeira, perfurador, carro de auto-tração e pontes móveis. No segmento bélico, apresentam-se artefatos como catapulta, canhões e tanques, enquanto os projetos aquáticos mostram sua inventividade visionária, trazendo escafandros, equipamentos para respiração e até mesmo um submarino.
Entre as contribuições fundamentais para a conquista do espaço aéreo, que incluem o pára-quedas, o deltaplano, o estudo da asa e o anemômetro, está também a própria "máquina-voadora" - um helicóptero de 4m x 4,5m. Por outro lado, sua relação com a música - Da Vinci era conhecido por sua habilidade em tocar a lira e também por dirigir festivais e espetáculos em Milão - originou projetos e preciosidades como o piano portátil, o tambor e a flauta mecânicos.
Detalhados e precisos desenhos de Da Vinci formam o conteúdo de "Estudos Anatômicos" (40), disciplina que desenvolveu ao dissecar mais de trinta corpos - não só para captar a beleza das proporções, como também o fluxo de energia que emanava da figura em movimento.

 "A Arte da Renascença" exibe reproduções de dez de suas mais famosas pinturas, como a "Mona Lisa" - a obra de arte mais visitada em todo o mundo - e "A Última Ceia". "Desenhos da Batalha de Anghiari" traz 14 ilustrações retratando homens que atuaram na vitoriosa ofensiva de Florença em 1440. "Códices" reúne cinco conjuntos de manuscritos e desenhos que registram diversas épocas da vida de Leonardo da Vinci e seus projetos, com notas, teorias e assuntos superpostos livremente entre as páginas: "Forster", "Madrid" (estes recentemente descobertos na Biblioteca Nacional daquela cidade, no ano de 1966), "Hammer" (atualmente de propriedade do empresário Bill Gates), "Windsor", "Arundel", "Atlanticus" e "Trivulziano".

Em formato 3D, apresentações em telas de plasma sobre o estudo da proporcão divina, em "O Homem Vitruviano" e, em 2D, o estudo em movimento para a criação da "Última Ceia" formam outro setor da exposição, que se completa com dois murais - uma linha do tempo chamada "A Vida e Realizações de Da Vinci" e outro com suas mais importantes citações - e um "Documentário" sobre sua trajetória.