Dicas para Entrevistas de Emprego

Sem vencer desafios, ninguém se aperfeiçoa. Seja um vencedor!  
 
No mundo competitivo que vivemos atualmente, raramente acontece uma segunda chance depois de uma entrevista mal sucedida. Portanto, é preciso agarrar com as duas mãos a oportunidade quando ela aparece. Expor as aptidões demonstrando dominar o assunto é essencial. Esta análise nada traz de novidade, pois é de conhecimento geral. Porém o que é tão comum às pessoas em teoria, na hora de pôr em prática se torna difícil.  

Quando o cérebro trava...

De repente o foco do conhecimento apaga. A impressão que se tem, é que nunca existiu. Semelhante a um computador que, ao travar congela as imagens, com a mente acontece o mesmo nos momentos de tensão e, se o candidato for de temperamento tímido, aí a coisa piora. Aquele friozinho na barriga, as mãos geladas e suadas, o olhar parado acusando a ausência do espírito; o momento que seria de comunicar a habilidade adquirida através de um longo preparo se torna angustiante frente ao interlocutor que, a esta altura, se transforma num monumento de pedra. Desse jeito, o aspirante apesar de capacitado para o posto, se definha durante a entrevista. 

O desbloqueio

Quando estamos a sós com nossos pensamentos, sentimos jorrar as idéias feito um poço de petróleo recém descoberto. Neste momento a concentração é total, e conseguimos aferir nossa capacidade minuciosamente a ponto de termos consciência se estamos aptos ou não para o cargo que pretendemos. Sentindo-se capaz profissionalmente, fica claro que os condicionamentos adoeceram o emocional e este, precisa ser tratado. O primeiro passo é refletir sobre o que causa a dispersão nessas horas e depois dissecar cada faceta equivocada da personalidade. O medo, os complexos e todo o negativismo, atuam como um inimigo que mata nossa criatividade.

  • O medo: é a somatória das fobias infiltradas no subconsciente e que emergem nos períodos que antecedem uma entrevista, perdurando até seu final. Medo de aparecer e ficar em evidência, de falar em público, de errar, de fracassar, de dar vexame e ser ridicularizado.
  • Os complexos :vão desde os mais infundados até os palpáveis. Sentir-se menos perante os demais, cobrir-se de vergonha, crer que será rejeitado e trocado por outro pretendente, achar que a aparência lhe prejudica, se anular diante à condição financeira e cultural desfavorável.
  • O negativismo: ele cria imagens mentais falsas, tais como: eu não nasci para essas coisas, não tenho sorte, acho que não vou conseguir, sou discriminado e outros pretextos banais.

Como vimos, os sintomas acima descritos diagnosticam a chaga que tanto nos atrapalha, e que somente uma intervenção psicológica será capaz de eliminar. É preciso “meter o bisturi” e fazer a incisão na raiz do mal para se conseguir o sucesso.

De bem com o sucesso

Quebrando as amarras que travam nossa personalidade, conseguimos o desempenho desejado. A naturalidade deverá ser o leme da nossa postura, nada de inventar moda ou artifícios, use o vocabulário de costume e que domina com facilidade, não queira demonstrar altos conhecimentos se não está familiarizado com o assunto, pois um deslize poderá te deixar em situação embaraçosa, pondo tudo a perder; da mesma forma não use gírias, nem manifeste opinião radical sobre temas polêmicos, mantenha-se no objetivo principal da conversa.

  • Apresentação: cuidar da aparência é fundamental, tanto no visual, como na maneira de se trajar adequadamente, no caso das mulheres, a sensibilidade determinará o modo de se apresentar.
  • Pontualidade: chegue sempre adiantado, para poder se reiterar sobre o assunto e entrar no clima da entrevista, chegando em cima da hora ou atrasado a tensão reduzirá sua capacidade de concentração. Sem dizer da impressão negativa que fica ao se atrasar logo no primeiro contato.
  • Venda seu “peixe”: transmita o desejo de desenvolver um trabalho, cujo resultado beneficiará a empresa, pois é justamente esse o motivo de você estar ali sendo testado. Demonstre sua expectativa de evoluir dentro da companhia. Deixe as dúvidas sobre salário e direitos, para o momento oportuno, para daí, esclarecer todas as questões.
 
 

Conclusão

Conforme falamos no início, a concorrência no mercado de trabalho é cada vez maior, obrigando os candidatos a se prepararem exaustivamente para atingir uma performance além da mediana, e que será o diferencial para a seleção. Por outro lado, as empresas enfrentam uma acirrada disputa entre elas pelo mercado, o que também, lhes exige eficiência, e nesse ambiente dinâmico, não há vagas para o amadorismo...

Ficou evidente também que o estado emocional interfere quando se é testado e que a derrota começa dentro da pessoa que se deixa levar pelo nervosismo. Contudo, é bom esclarecer que quando somos avaliados a tensão é normal, afinal, estamos sendo checados e nessas horas a presença de espírito é imprescindível, o estresse causado em tais condições é benéfico, pois leva ao crescimento. Sem vencer desafios, ninguém se aperfeiçoa.

Seja um vencedor!  


Enviado por
J. Antonio Sespedes
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