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19 de Novembro de 2008

Viver o “Aqui-Agora” é o Desafio!

A existência é uma sucessão de momentos experimentados ao sabor das emoções. A cada instante o mundo externo se contrapõe ao indivíduo desafiando seus instintos, sua inteligência, e desse choque nasce o conhecimento.  A cada episódio, um experimento que jamais se repetirá. Como o flash, que disparado, capta um insight entre uma imensidão de probabilidades, e que no clarão seguinte será de outro jeito, isto é, a cada disparo uma nova fotografia. Interagir com as pessoas, modificá-las e se modificar, é nossa missão. Uns, de modo positivo, outros, negativamente, e neste ritmo a sinfonia humana é executada, mesclando amor e ódio, genialidade e mediocridade. O que fica após o minuto vivido são lembranças que se acumulam no arquivo mental e que servirão para outras ações, mas, que devem ser encaradas como algo singular, sob pena de se estagnar no passado e abandonar o ‘trem que desliza pelos dinâmicos trilhos da vida’, não se detendo nas estações além do tempo necessário. Os prejuízos e as desilusões, assim como o aplauso e o lucro, são parte da paisagem que ficou para trás, avançar e ter em mente que, os fatos transpostos não se repetirão e, conforme já dissemos, se isto ocorrer, será noutra circunstância. Quanto mais livre de arquivos-mortos estiver à mente, maiores as chances de se extrair do novo momento o que ele nos reserva. Viver o “aqui-agora” é o desafio! O excesso de confiança – “já-ganhou” ou o pessimismo – “isso não dará certo”, fincados no ontem, impedem de notar as transformações trazidas pelo comboio aos que caíram do expresso, passando a se arrastar nos dormentes das lamúrias e da mesmice. As perdas e ganhos caminham lado a lado àqueles que se arriscam e os encaram de forma coerente, se adaptando às mutações, sabendo que uma série de fracassos pode ser necessária a futuras vitórias, e o reverso, também acontece aos que não conseguem administrar o sucesso.

Por J. Antonio Sespedes


04 de Novembro de 2008

Desmascarando a Depressão
As reais causas da doença da alma


Iniciando a reflexão é preciso ressaltar que, tristeza e sofrimento não devem ser confundidos com depressão, na verdade, estes sentimentos são intrínsecos a cada ser. Até Jesus teve seus momentos de dor, e como os teve...
O avanço da ciência na complexidade da vida equacionou problemas que em épocas passadas nem em sonho seria possível vislumbrar. O extraordinário desenvolvimento da indústria converte a necessidade em fonte de prazer, e para lubrificar as engrenagens do lucro, desenvolve mimos encantadores, porém, que nos condicionam, a ponto de cairmos na ilusão que a vida é um enorme shopping center onde tudo pode ser comprado, e que para todos os sintomas sempre haverá uma bula amiga. A lei de causa e efeito ficou obsoleta perante o modernismo e a superficialidade dos relacionamentos.Tendo o poder como pivô, a superioridade, quer no âmbito financeiro, intelectual , erudito, político e tudo que se possa imaginar, transforma o homem num deus arrogante e pretensioso, a se julgar acima do bem e do mal. Diante da prepotência vivenciada em nossos dias, entristecer, sofrer e se abater perante uma dificuldade, uma separação, ou outra causa humana é sinônimo de fraqueza e de fracasso, e ninguém quer assumir isso publicamente, afinal, o que importa é manter a risada nos lábios, mesmo quando as lágrimas encharcam o coração.
A cada instante, ondas negativas são emitidas em todos os níveis do comportamento e o resultado é desastroso. Traições, fraudes, calúnias, omissões, egoísmo, e todos os atos que causam os infortúnios e o sofrimento de muitos, e que em última instância recairá sobre seus autores. A infelicidade, aos poucos, necrosa a alma que morre em vida, abrindo um vazio, um nada... E aí vem a depressão. 
Não serão os antidepressivos, tampouco, os livros, nem os psicanalistas ou então, consultando os milagreiros de plantão que o sujeito sairá dessa. Como o próprio nome já diz :a doença da alma, ela se processa na esfera espiritual, imaterial, onde as fórmulas humanas não têm acesso, conforme falou Einstein: “do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores; porque estes vêm de outra região” . A depressão é uma chaga que adoece o espírito e seu efeito contamina o físico. A cura está na depuração de tudo que for artificial e contrário à vida. É preciso também se libertar das crenças equivocadas, enraizadas no subconsciente, e saldar os débitos com a sociedade contraídos ao longo do percurso. Na prática, o indivíduo deverá ser realista e ter atitudes honestas para consigo e os demais, em outras palavras: tirar a máscara. Parar de esperar cair do céu a solução dos problemas. As reais causas da infelicidade, só poderão ser vencidas pela própria pessoa. Agindo dessa forma, a depressão será desmascarada, e toda orientação vinda de terceiros e a eficácia dos medicamentos, se necessários, cumprirão o papel de coadjuvantes.

Por J. Antonio Sespedes



20 de Outubro de 2008

COMO SE AFASTAR DAS DROGAS

Muito se fala sobre as drogas e do combate a elas, igualmente daqueles que se tornaram dependentes e das conseqüências nocivas a eles e à sociedade. Mas, não nos prenderemos aos efeitos, iremos diretamente às causas que levam uma criatura a buscar nas drogas o êxtase de um paraíso irreal ou uma fuga para seus conflitos íntimos.

Foi comprovado que os motivos que corroem a mente das pessoas independente de idade, sexo ou classe social, são ensejos considerados banais e até infantis quando analisados com mais profundidade. Assim sendo, os desajustes familiares, os complexos, a timidez, os medos e as fantasias, incluindo as de ordem sexuais, borbulham no cérebro do indivíduo o levando à exaustão. E é justamente este o ponto crucial!

A bifurcação que aponta a rota de fuga aos que passam por esta sombria experiência. Rompe-se o elo entre o mundo real e o fictício, o “alivio” ou a euforia momentânea criam uma falsa sensação de liberdade para quem envolto em correntes, acredita poder voar. É preciso também considerar que, ao findar o efeito da droga, tudo muda para pior, pois o desertor encontra a “casa” lesionada. E desse jeito, os artifícios químicos vão destruindo quem a eles recorre.

Aos que passam por tratamento de desintoxicação é preciso paralelamente abrir o arquivo mental até localizar o início de tudo e descobrir as causas, isto é, voltar no passado e refletir profundamente sobre as situações e as atitudes tomadas a partir delas, quando o entendimento sobre a vida era restrito, e que no decorrer do tempo se ampliou, possibilitando o resgate de si mesmo. Os que conseguem, experimentam o sabor da conquista, reservado aos autênticos guerreiros que, em silêncio protagonizam grandes batalhas.

Finalizando
Ao invés de escapar pelo atalho dos alucinógenos, é preciso enfrentar a situação e ter força de vontade e dar ouvidos aos que podem ajudar. A insegurança, os questionamentos e as dúvidas, nada mais são que, um convite à busca e a expansão de limites provisórios.

Por J. Antonio Sespedes